Quando pensamos em inteligência artificial no marketing digital, muitas vezes imaginamos chatbots, campanhas automatizadas e segmentação de anúncios. Mas vai muito além disso.
Recentemente, um fenômeno tomou conta das redes sociais brasileiras: a Marisa Maiô, uma personagem fictícia criada pelo roteirista Raony Phillips. Misturando humor ácido, estética de programas de TV e sátiras do cotidiano, Marisa ganhou milhões de visualizações em poucos dias.
O que poderia ser apenas uma brincadeira se transformou em um case de marketing com IA, mostrando como a tecnologia pode dar vida a novas formas de narrativa, engajamento e conexão com públicos diversos.
E aqui está o ponto: Marisa não é o fim em si mesma, mas um exemplo claro do que marcas, creators e times de marketing podem fazer com a inovação digital.
O segredo não está apenas na tecnologia, mas no storytelling aliado à IA. Personagens virtuais como a Marisa Maiô conseguem condensar elementos que funcionam muito bem no ambiente digital:
Esse casamento entre formato + plataforma + narrativa é o que gera viralização. A IA atua como catalisadora, permitindo que uma ideia criativa se transforme em produção em escala e com consistência e segundo pesquisas da IAB Brasil, 8 em cada 10 profissionais ja usam inteligência artificial em suas estratégias de marketing.
O sucesso de Marisa Maiô chamou atenção de grandes empresas. Magazine Luiza e OLX, por exemplo, já fizeram campanhas com a personagem, transformando um avatar digital em canal real de mídia e engajamento.
Esse movimento ensina algo importante:
No entanto, o maior aprendizado é estratégico: quem se antecipa às tendências e experimenta cedo, conquista espaço e relevância antes dos concorrentes.
O exemplo da Marisa é só a ponta do iceberg. Empresas de diferentes portes já podem começar a aplicar a IA de forma prática em suas estratégias de marketing:
Apesar do potencial, adotar personagens virtuais exige responsabilidade e estratégia. Alguns pontos críticos:
Ou seja, a tecnologia é poderosa, mas precisa vir acompanhada de governança e cuidado jurídico, exatamente como já acontece em contratos com influenciadores tradicionais.
O que o fenômeno Marisa Maiô nos ensina é simples: a inteligência artificial não cria impacto sozinha. Se fosse apenas uma figura gerada por máquina, teria sido esquecida rapidamente.
O diferencial está no roteiro criativo, na crítica social embalada em humor e na conexão com o público. A IA entra como uma ferramenta que amplifica ideias humanas e permite que elas ganhem escala e velocidade.
Para marcas, creators e empresas, a lição é clara: quem conseguir unir criatividade + IA + timing cultural terá vantagem competitiva e será protagonista da próxima onda do marketing digital.
Estamos diante de uma virada no marketing digital tão significativa quanto a chegada do YouTube, do TikTok ou dos podcasts. Os personagens digitais e os conteúdos gerados por IA não são mais experimentos isolados: são uma nova categoria de mídia.
A pergunta que fica não é “se” esse movimento vai se consolidar, mas quando a sua marca vai começar a explorar essa oportunidade. Porque, como mostrou o case de Marisa Maiô, quem chega primeiro conquista a atenção e quem aprende a usar a IA com responsabilidade e criatividade, constrói relevância duradoura.
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